"Aos leitores, gratidão, essa palavra-tudo."
Carlos Drummond de Andrade
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sábado, 15 de maio de 2010

Silêncio


A bolha explodiu

soprando seu confeti

para todos os lados.

segurando alguns em minhas mãos,

ainda me pergunto porquê,

e porquê não sopra-los?

é tão bom ve-los voando e arriscar!

(Cybelle Ortins)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O último e o primeiro


É o último dia do ano

e eu caminho entre as sepulturas do jardim

em cada lápide o meu nome.

Deixo em cada uma delas um pouco de mim,

do que já fui e do que sou.

Vou levar para o ano novo

apenas a esperança

daqueles que ficam

de não serem os próximos a partir

porque sempre resta algo a construir
e a ilusão de que

somos indispensáveis.

É o último dia do ano

e o começo de muitos que virão?

(Cybelle Ortins)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Construi um mundo


Construí um mundo
para fugir
Um mundo de palavras
onde encontro por trás destas
minha máscara.
Através desse mundo mágico
eu posso ver o mundo real
Nesse mundo posso ser o que quiser
posso até ser homem ou mulher
velho ou menino,
não importa se sou feio ou bonito
não importa o que faço, o que sigo
nada importa, nem ao menos o que digo,
as palavras são mais fortes do que eu
As palavras tem o seu sentido
São por si só.
A palavra faz o seu caminho
por entre os homens,
(Cybelle Ortins)

domingo, 18 de outubro de 2009

O mar me acariciou



O mar me acariciou,
o mar tomou meu corpo
entre suas ondas e me dominou.
possuiu minha alma.
vou render-me aos seus carinhos
vou esquecer-me em seu vagar
vou viver em desalinho
e deixar-me afogar.
(Cybelle Ortins)

Na sua presença

Na sua presença
o meu conforto
na sua presença
meu porto
na sua presença
minha alegria
na sua presença
luz do dia
na sua presença
minha felicidade
na sua presença
fidelidade
na sua presença
atenção
na sua presença
gratidão
na sua presença
harmonia
na sua presença utopia
na sua presença
tudo que tenho de melhor!
(Cybelle Ortins)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Um poema

um poema
todo dia
um poema como feijão e arroz
um poema simples no fogo

lento, cozinhando pouco a pouco
sem marcas, sem rugas, sem vincos
um poema simples como sandalinhas
simples como crianças jogando futebol
um poema pra ficar secando ao sol
(Cybelle Ortins)


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