Voce invade
me invade
usa e me abusa
e segue assim
dizendo que gosta
de mim
me gasta
arrasta
engana
maltrata
e diz que me ama
Some! me esquece
e deixa
o que sobra de mim.
Poemas, poesias, mensagens de amor, de carinho, para você acalentar seu coração, poemas para refletir, para extravasar, para fazer pensar. Feitos por mim.
"Aos leitores, gratidão, essa palavra-tudo."
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
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domingo, 8 de abril de 2012
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Quando eu morrer
sábado, 20 de fevereiro de 2010
SAÍ DE CASA

Saí de casa e vaguei pelo mundo
perdida entre sonhos e estrelas fiquei
hoje olho pra trás e não vejo nada
olho pra frente e não conquistei
hoje ando triste e olho outras almas
cuidando da vida sabendo viver
tristes ou alegres elas vão caminhando
só eu que estou aqui, só eu que parei.
Olho minhas mãos e estão vazias
nada posso levar e nada deixei
me pergunto agitada porque estou aqui,
vendo a vida passar e nela não embarquei?
Tantas vezes eu tento e não dá em nada
Tantas vezes me esforço eu já me cansei
esqueci-me de tudo e o mundo de mim esqueceu
sou mais um vagabundo que se perdeu.
(Cybelle Ortins)
sábado, 12 de dezembro de 2009
Fui embora
Fui embora e me digo é para sempre
mas pra sempre não existe
e saí em busca da felicidade
sem lembrar que a trago em mim.
fui buscar saudades e histórias,
fui procurar um lugar chamado agora
e o agora é aqui
e aqui só faz sentido com alguém
pra partilhar o melhor em mim
e percorrer a estrada em busca do amanhã
que sempre está bem longe de chegar
mas pra sempre não existe
e é por isso que preciso andar
que a jornada para amanhã pode ser longa
alegre ou triste,
depende do que vou levar.
(Cybelle Ortins)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Anjo

Um ano inteiro
longe das palavras,
Um ano inteiro
que não escuto
sua voz
dizendo pra mim
tudo que uma mulher quer ouvir
Uma vez só eu queria escutar
meu anjo a sussurar
todas as palavras de amor
que o tempo roubou de mim
Queria meu anjo,
sentir o seu abraço
e deixar em suas asas
meu amor partir.
(Cybelle Ortins)
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
No cais do porto
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Felicidade

Você nunca virá...
porquê me engana?
Porque me iludir
com vãs promessas?
Se não sou tão importante então
porque encher-me de mentiras?
Você não virá, bem sei agora.
Porque então ainda
deseja me iludir?
Procuras outra, vais embora!
Não me importa se partires
Mas vais sabendo que também te viro as costas
e não voltarás a iludir-me!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Partida

Como serão as coisas
quando da minha partida?
Essa ausência será assim tão evidente?
meu espaço agora tão marcado
pela minha sombra quase vida
ficará lembrando uma ferida
ou será perfume na memória?
Talvez meu trago amargo
possa não deixar saudades
nas vidas que percorri
mas o sangue tem um nó no laço
que não desata assim tão fácil
II
E agora que não tenho planos traçados
nem levo a esperança que perdi
sigo a estrada dos que não tem certeza
e procuro em meio à poeira
daqueles que deixo para trás
se ficou de mim alguma coisa boa do que fiz
e me certifico tristemente de que nada,
nada nos corações que me amavam
eu construi
e saio assim de alma tão vazia
como assim foi a minha vida
tão cheia de tudo e tão perdida
III
Se coisa nenhuma é meu destino
e na minha mala carrego
uma máscara de sorriso
que importa o que deixo
e para onde sigo?
lugar nenhum é meu lugar.
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