Olá, estou aqui a te procurar
navegando, não é preciso navegar?
Pois cá estou eu
por mares dantes muito navegados
em sua home page
clicando por todos os lados
em sites e bytes furados
corações à deriva
por todo esse mar
de páginas furtivas,
de qualquer lugar,
Acho sua ilha blog
de porto seguro
para atracar e tentar
tomar seu tesouro
o seu coração,
porquê não?
(Cybelle Ortins)
Poemas, poesias, mensagens de amor, de carinho, para você acalentar seu coração, poemas para refletir, para extravasar, para fazer pensar. Feitos por mim.
"Aos leitores, gratidão, essa palavra-tudo."
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 12 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Exclamação!

Cansei de esperar
de sufocar
de reprimir e de chorar,
de disfarçar
o que quer
por que quer sair
só pra falar
só pra sentir
só pra viver
e respirar
e me amar,
e te amar assim,
chorando,
gostando,
sofrendo
querendo,
perdendo,
ganhando,
subindo, descendo
vivendo o que vier
e o que há de vir
como for, onde for
viver é mesmo assim;
se derramando
se espalhando
pra dentro e pra fora
de mim.
quarta-feira, 17 de março de 2010
LÁ ONDE DEIXEI MEUS MEDOS

Lá onde deixei meus medos
é que eu fui buscar
minha esperança
em algum lugarzinho
perdido da infância
pelos caminhos estreitos
da verdade
em meio ao pó;
alí, largado
num cantinho
de parede desbotado
encontrei
minha estrela esquecida
meio sem brilho,
esmaecida
mais ainda estrela
de brilho desgastado;
e foi assim que hoje
abrindo todas as janelas
lá no alto posso olhar pra ela
refulgindo minha
esperança revivida.
(Cybelle Ortins)
sábado, 20 de fevereiro de 2010
SAÍ DE CASA

Saí de casa e vaguei pelo mundo
perdida entre sonhos e estrelas fiquei
hoje olho pra trás e não vejo nada
olho pra frente e não conquistei
hoje ando triste e olho outras almas
cuidando da vida sabendo viver
tristes ou alegres elas vão caminhando
só eu que estou aqui, só eu que parei.
Olho minhas mãos e estão vazias
nada posso levar e nada deixei
me pergunto agitada porque estou aqui,
vendo a vida passar e nela não embarquei?
Tantas vezes eu tento e não dá em nada
Tantas vezes me esforço eu já me cansei
esqueci-me de tudo e o mundo de mim esqueceu
sou mais um vagabundo que se perdeu.
(Cybelle Ortins)
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
O muro

Quero sair desse lugar.
O muro é tão alto.
onde está o portão ?
Estou cega, nada vejo.
Aqui é tão escuro.
Continuo procurando.
O muro é longo,
o muro é frio,
o muro é alto
coberto de espinhos.
Quero ficar aqui,
agachada num cantinho.
Pode ficar pior,
sempre pode,
caio num buraco
é difícil subir
mas subo.
O muro continua alto,
continua longo,
continua escuro.
( Cybelle Ortins)
O muro é tão alto.
onde está o portão ?
Estou cega, nada vejo.
Aqui é tão escuro.
Continuo procurando.
O muro é longo,
o muro é frio,
o muro é alto
coberto de espinhos.
Quero ficar aqui,
agachada num cantinho.
Pode ficar pior,
sempre pode,
caio num buraco
é difícil subir
mas subo.
O muro continua alto,
continua longo,
continua escuro.
( Cybelle Ortins)
domingo, 31 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A estrela
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
O último e o primeiro

É o último dia do ano
e eu caminho entre as sepulturas do jardim
em cada lápide o meu nome.
Deixo em cada uma delas um pouco de mim,
do que já fui e do que sou.
Vou levar para o ano novo
apenas a esperança
daqueles que ficam
de não serem os próximos a partir
porque sempre resta algo a construir
e a ilusão de que
somos indispensáveis.
É o último dia do ano
e o começo de muitos que virão?
(Cybelle Ortins)
somos indispensáveis.
É o último dia do ano
e o começo de muitos que virão?
(Cybelle Ortins)
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
TATUAGEM
sábado, 12 de dezembro de 2009
Fui embora
Fui embora e me digo é para sempre
mas pra sempre não existe
e saí em busca da felicidade
sem lembrar que a trago em mim.
fui buscar saudades e histórias,
fui procurar um lugar chamado agora
e o agora é aqui
e aqui só faz sentido com alguém
pra partilhar o melhor em mim
e percorrer a estrada em busca do amanhã
que sempre está bem longe de chegar
mas pra sempre não existe
e é por isso que preciso andar
que a jornada para amanhã pode ser longa
alegre ou triste,
depende do que vou levar.
(Cybelle Ortins)
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